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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sem medidas



Um amigo lhe disse que naquela noite de festa ela pulou de uma altura incalculável, de encontro com conseqüências tão incalculáveis quanto.

Levantou-se, limpou o vestido e sua “cara” era de quem estava pronto para quantas quedas fossem necessárias.

O amigo pensava o quão imensurável era o desejo de Tatiele para tamanho risco.

Conversando, fazendo perguntas tímidas e discretas logo entendeu.

Tatiele desejava se dividir em pequenos fragmentos e classifica-los em sucintos sentimentos: aflição, amor, ansiedade, calma, confusão, paz, serenidade... Assim, todas as peças poderiam ser usadas em suas devidas proporções. Tudo isto porque Tatiele anda descompensada ultimamente.



sábado, 21 de novembro de 2009

Desventuras em série

Parece piada!!!!
Quando Tatiele imaginou ter saido do closed, ainda com a brisa do prazer no rosto.... crente, muito crente mesmo de que tudo estava resolvido "agora", a coisa começou a degringolar de uma forma descontrolada.

Para Tatiele as desventuras são sempre um vento à favor.... elas ascendem as luzes de sua imaginação, e dela brotam textos, versos, desenhos, colagens, vasos, flores, campos, camisetas, cores, bordados, bijus, palavras engraças, tristes desvalidas.
É ai que a solidão prospera... cria e arrepia a cabeça de quem vê, lê e a entende!
Na tentaiva de uma vida fora do closed, Tatiele passou por experiências que até Jesus "aquele nosso amigo", dúvida!!! Quanto desconforto, quando desespero.... ficaram bons frutos com certeza, mas neste tempo foi como se as pessoas de fora tivessem apagado a luz de sua alma. Nada foi dito, escrito ou criado por ela. Nada bonito de se ver. As coisas vieram depois, com o tempo, e com certeza quando estava no caminho de volta.
Novamente dentro do closed, chegou a conclusão que este é seu lugar e quem desejar, que se junte a ela. Só nele é que Tatiele sabe ser quem foi criada para ser. Não se vive onde seu coração não está, ou onde até se deseja estar, mas se o coração não cabe lá.
O coração de Tatiele é justamente do tamanho do closed. É nele que seu coração dencansa, relaxa e transborda de cores, letras, recortes, músicas e palavras. Ele voltou pra lá... seu lugar... aqui florescerão as coisas mais malucas e extraordinárias do seu viver. Fora do closed só quando precisar se misturar com o mundo sem se desintegrar pela vida. Tatiele ama o closed, e nele agora está.

sábado, 16 de fevereiro de 2008


Desde que saiu do closet, Tatiele vem experimentando novos sentimentos diariamente.
O mais azedo é a agonia.
Ela agoniza sempre porque não sabe esperar.
O telefone celular é seu maior confidente. Ela cola seu rosto de pele oleosa no aparelho de tempo em tempo. Ele é seu amigo inseparável.
Tatiele é descontrolada e descobriu isto recentemente.
Abriu as portas para o descontrole que se apoderou de todas as divisões de seu cérebro. Dominado ele só envia comandos para a mão pegar o celular.
Agora Tatiele é prisioneira dele.
Tudo porque Tatiele não tem devoção a nada (somente ao celular), nenhum Santo na idéia dela é capaz de ampará-la na agonia.
Assuntou com Santa Cecília, mas acabou se decepcionando porque não teve resposta para uma de suas perguntas.
Tentou recorrer a Jesus Cristo, mas julgou-se pretensiosa. “Ele deve estar ocupado de mais com assuntos mais importantes”.
Falta de fé...
Fé em que?
Fé no chão que pisa fora do closet.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Cadê minha mãe

Enquanto dormia, imaginava que a mãe velava seu sono, como foi da última vez que dormiu na casa da amiga. O problema é que a mãe que velava seu sono era a mãe da amiga.
Imaginava...
Estava calor, a falta de líquido no corpo a fez sentir sede.

Quando pensou em levantar percebeu que nem sua mãe nem a mãe da amiga estavam ao seu lado.
Ficou triste.
Foi a cozinha caminhando pelo longo corredor com piso frio. Sentiu medo.
Sentiu medo de perder o controle, sentiu medo de não ter onde segurar, sentiu medo do escuro. Sentiu tanto medo, porque há dias não conseguia se sentir em paz para decidir que direção tomar.
Então bebeu a água.
Voltou para o quarto pelo mesmo corredor, agora mais fresco.
Sentou-se na beira da cama olhando seus pés. Pensou em quantos quilômetros ele havia caminhado e levado consigo, corpo, mente e alma. Dividiu com ela experiências simples mais incríveis. Acompanhou seu crescimento e sentiu sensações diversas.
Estes MEUS pés sensíveis... pensou ela.
Os pés que já foram gordinhos, mordidos e acariciados por sua mãe. Aquela que não vela mais seu sono.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Meu amor
Não se atrase na volta, não...

Esperei, esperei,
Não soube o que fazer
Há dias não ando sabendo
Demora um minuto, um suspiro, um grito
Dou pro nada... pro ar, pro vento
Faz calor e não ouço nada que vem da rua
To doida, doida aqui dentro.

Meu amor
Não se atrase na volta, não...

Desarrumei minha vida depois que te conheci
To sem parâmetro, sem rumo
Mais um dia enlouqueço

Porque penso em dormir com minha boca na sua
Respirando o ar que sai de seus pulmões
Porque sonho com seu corpo sempre encostado no meu
Sonho que sou personagem do seu sonho

Meu amor
Não se atrase na volta, não...

Mandei uma mensagem a jato
Pras entidades do tempo
Já me foi verificado
Que nem mesmo haverá segundos
E que os minutos foram reavaliados
E pra cada suspiro serão 10 contados

Meu amor
Não se atrase na volta não...
(Adaptação da música da Céu...lindissíma)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Enjoy the silence


Palavras violentas, quebrando o silêncio
Vem destruindo, o meu pequeno mundo
É doloroso pra mim, fica me machucando
Você não consegue entender
Oh, meu amor

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu preciso
Está aqui em meus braços

Promessas são feitas
E podem ser quebradas
Penso nisso quando as palavras me machucam
Minhas emoções são intensas
E a dor também
Quanto aos prazeres, sentirei falta

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu preciso
Está aqui em meus braços

Palavras são desnecessárias
Elas só causam desgosto
Aprecie o silêncio.

(Depch mode - com algumas adaptações)

Pensamentos sobre as novidades violentas da vida de Tatiele.





sábado, 2 de fevereiro de 2008

The end...

Enfim Tatiele saiu do closed.

Mas este não é o fim de seus cozidos. Agora inicia-se uma nova fase em sua vida - fora do closed.

Tatiele escolheu uma de suas particularidades para se relatar aqui.

Agora começaram novas estórias, sempre relatadas pelo ponto de vista ácido de Tatiele.

Enfim, é o fim do closed.